TV & Rio

Eu não tenho assistido televisão. Me dá muita ansiedade ver tv. Não sei explicar. Daí que depois de longo e tenebroso inverno eu liguei a televisão. A primeira cena que vi é de uma mulher tentando salvar seu cão da enchente. Tudo que eu não queria ver, pois já tinha ouvido as pessoas comentando sobre isso, mas não escapei. Me deu uma angústia tão grande! O mundo está mesmo de cabeça pra baixo. Até quando isso?

Eu me sinto realmente motivada a ajudar de alguma forma. Os bichos, claro. Sinto muito pela tragédia que essas pessoas estão vivendo e chorei ao ouvir o relato delas, mas eu sofro mais pelos bichos.

 

Análise

Eu gostaria que parassem de me analisar, saca?

 

 

Muitas coisas

Eu tenho pensado em muita coisa ao mesmo tempo. Como sempre faço. Quando é assim eu não consigo aplicar nada na prática. Fico apenas planejando milhões de coisas. E não faço nada. Quando não planejo fico deprimida. Quando planejo também fico, sei que é mais uma vontade de fazer algo que vou colocar na minha coleção. Tenho vontade de ficar olhando pro infinito, com o olhar parado, em transe. Às vezes me pego matando essa vontade. Sempre no lugar errado também. As pessoas percebem, algumas até acham que estou olhando pra elas. Mas até eu explicar que não sou psicótica ou "olha, não estou paquerando você, eu não vejo você, você é um borrão"... deixo pra lá, quando percebo desvio o olhar, constrangida e ao mesmo tempo torcendo a boca do tipo "afe! jamais olharia pra você". Não me sinto deprimida, me sinto estranha e irreconhecível. Eu olho no espelho e não reconheço a figura que está lá. Eu não gosto do meus cabelos curtos, tem até o seu charme, mas todo dia levo um susto. Já chega meu susto diário de não me reconhecer e não é por causa dos cabelos curtos, isso eu garanto. E, gente, às vezes uma bilcets é só uma bilcets. Eu acho que a bilcets é superestimada. É só isso que eu queria dizer. Sou uma pessoa que precisa de solidão mais que as outras pessoas. Quando divido meus pensamentos com alguém, invariavelmente depois de expor toda minha lamúria eu escuto "hahaha você é engraçada". Eu fico olhando incrédula. "Engraçada?". Poxa. Pode até ser, mas não era a intenção. Outro dia eu fiz um longo discurso tentando entender porque todos os buffets de casamento oferecem "filé ao molho madeira". Com a profundidade de um pires, lógico. Pura falta de assunto. Ultimamente também estou sem assunto. Quando terminei a história "você é engraçada". Como eu ia explicar que eu não estava tentando ser engraçada? Se tem algo que é chato é procurar buffet, mais chato ainda é ler cardápio de buffet. Na terceira linha eu já começo a pensar "poxa, tá frio aqui, nossa, esse pneu na minha cintura está realmente me irritando, será que eu coloquei meu suco de soja pra gelar?". E vai me dando um desgosto estranho. Não é um desgosto comum. Volto a dizer: não me sinto deprimida. Eu experimentei a depressão no início do ano passado e agora que eu sei o que é, posso dizer com todas as letras: estou ótima. Mas isso não quer dizer que eu não sinta um tremendo desgosto. Desgosto! Hoje vim trabalhar e no caminho pensei "não vou me irritar, não vou me irritar, eu quero ter paciência, por favor, Ser do Além, espírito de porco, alma, Deus, o Diabo, Exú Caveira, mamãe do céu, papai Noel, sei lá, me escute: POR FAVOR ME DÊ PACIÊNCIA". Eu não quero mais nada na minha vida. Só quero ter paciência, tolerar os ignorantes com a delicadeza suprema de uma tulipa singela de um jardim típico da Holanda. Se não der, pode ser como a rosa do quintal do vizinho mesmo, mas por favor, papai do céu, me dê a porr* da paciência! Como vou sobreviver ao mundo se eu não tolero imbecis? Se eu não tolero o cara que ouve pagode ao meu lado, o outro que come com a boca aberta, o outro que joga fumaça de cigarro bem na minha cara, os esnobes, os pobres de espírito, aquele tipinho que incomoda meio mundo, aquela pessoa me encoxando na fila do Mc Donalds e ETC? É claro que é normal ficar irritada com todas essas ações, mas por qual razão eu tenho que ficar hiper mega blaster irritada? A ponto do estômago encolher, perder a concentração, a cabeça ferver? Sinceramente... às vezes acho que vou ter um DERRAME de tanta raiva. Daí que eu tenho um problema sério chamado "síndrome do pânico". E adivinha? Quanto mais irritada eu fico, mais a síndrome me ataca. É CASTIGO. A primeira vez que aconteceu eu realmente achei que estava tendo um derrame. Ou enfartando. Não sei como é uma coisa nem outra, mas a sensação é de que eu ia morrer. Por mais que eu murmurasse "vai passar, vai passar, você não está morrendo" a sensação era real. Ah, eu também rezei. Talvez todos façam isso segundos antes da morte, peçam perdão pelos seus pecados. Oh, deus, quem não os tem? Eu rezei o pai nosso e a ave maria. Não adiantou, lógico, mas me ajudou a desviar o foco, pensar em outra coisa. Tá certo que eu errei toda a "letra" da reza. "Ave Maria cheia de graça, pai nosso que estais no céu, bendito é o fruto do vosso frente, seja feita a vossa vontade". Se não bastasse ser facilmente irritável, ainda tem mais essa: em fúrias extremas eu passo mal e não é bonito! Então a coisa tomou outra proporção. Meu corpinho está estressado. E eu estou tentando, dia após dia, mas estou tentando... me acalmar. Respirar fundo, contar até 30 ou simplesmente ignorar tudo aquilo que me irrita me concentrando em outras coisas. Sujeito colocou samba, tome Rush, nego come com a boca aberta: prefiro almoçar sozinha do que ver a moela da galinha. E assim por diante. Não está dando certo como deveria, mas aos poucos vou avançando rumo a tão sonhada serenidade. Não vou mais perder tempo colecionando desafetos e batendo boca. O lance é IGNORAR. Não adianta tentar explicar, "oh, fulano, não fique ofendido, não foi isso que quis dizer, eu não quis falar que sua vida é fácil ou difícil." Cada um entende do jeito que quiser e boa sorte. Namastê! haha *Nossa, você teve saco pra ler esse post gigante até aqui? Parabéns!* Eu sempre acho que não cometi nenhum pecado horrendo, até alguém me apontar o dedo. Geralmente é alguém que acredita em reencarnação (você voltará pra pagar seus pecados), ou algum católico (nada contra pelamordedeus) que acredita mesmo que os olhos de Deus está em todo lugar, logo, Ele estava ali, bem naquele momento quando você praticava o ato pecaminoso! Paaaatz. Não sei se os meus valores morais são discutíveis ou se as pessoas são muito caretas. OU eu que sou muito louca. Ou as pessoas que são muito chatas, severas e tementes a Deus. Eu ainda não encontrei a resposta. Nem vou procurar muito, na verdade. Só sei que arrependimento é um negócio que existe de verdade. E dói. Eu não sabia até que aprendi. Como eu aprendi então posso explicar com propriedade. Posso dizer que se existe castigo de Deus, de Alá ou do Exú Caveira é esse: a dor que o arrependimento traz. Do que foi feito, desfeito, deixou de fazer, não importa! É uma dor quase física. Em 2011 eu quero que seja assim: um ano de cicatrização de feridas, que venha uma outra etapa na minha vida, que eu tenha histórias boas pra contar sobre 2011. 2010 foi o ano mais pesado da minha vida. 2010 também entra para o calendário como o ano que o vô Mário morreu. E isso não é pouca coisa. Este ano não teve o vô falando "feliz aniversário, minha neta". A despeito de todas as porcarias, uma única coisa me salvou em 2010: a compra do apartamento, onde vou morar com a pessoa que é perfeita pra mim, que me aceita exatamente como sou, que me apoia em tudo, qualquer presepada, e muitas vezes, me salva dela. E, como sou grata por ele fazer parte do meu mundo! A casa que estamos construindo não é só pra nós dois. É para, além de tudo, receber os amigos mais queridos. É uma casa que será adaptada para receber. Quero receber sempre e muito. Servir os mais, talvez, gostosos experimentos culinários às minhas cobaias, servir vinho para os mais metidos no copo de requeijão e etc.

Último dia do ano

Acordei cedo pois achei que tinha que trabalhar. Depois lembrei que não.  Fiquei na cama enrolando. Assisti "Sideways" pela, sei lá, quinta vez. Assisti o primeiro episódio de "A Sete Palmos" pela sexta vez. Afaguei a Juju. Limpei a casa, lavei a louça. Depois do banho abri uma garrafa de espumante e desejei pra mim que 2011 seja bom e não por obra do acaso. Que eu faça algo pra que ele seja bom. E que os deuses também colaborem, né? Poxa. =)

 Feliz 2011, minha gente!

A Juju deseja a todos uma ótima ceia de natal.

Só pra lembrar:

 

Fogo no rabicó

Quinta-feira fui rever uma amiga que trabalhou comigo. Fomos no América da Av. Paulista. Foi gostoso observar a Paulista toda iluminada embaixo de chuva. Eu até senti uma ponta de felicidade. Uma certa empolgação estranha. Ou um remorso com angústia e felicidade? Depois que eu e o C. começamos a namorar, nunca mais comi, bebi e gastei com QUALQUER coisa sem CULPA. Eu sinto uma culpa horrorosa. Antes, durante e depois. Todo mundo gasta pra caraleo, menos ele. Ele é a pessoa mais comedida que eu já conheci! Comete uns abusos, mas são poucos. E eu fico pensando "como pode?". Eu e a torcida do Corinthians, neam. Todos gostamos de gastar. Ele NÃO gosta. Gente! Eu não tenho jeito, só nascendo de novo! Daí você pode até pensar "coitadinho, ele sofre, ele não vive!". Vive!!! O maledito vive e bem! Porque só existem duas coisas que ele ama fazer: ir em shows e nos jogos do Palmeiras. Eu amo tudo indiscriminadamente. Ele ama coisas específicas. Ai viu. Eu tenho que nascer de novo. De preferência... RICA. Eu ia falar sobre um outro assunto e descambei nesse, mas é isso: eu sinto muita culpa. Ir no América me dá mais culpa ainda, pois é "culinária" gorda, desleixada, sem graça e CARA. É uma delícia, mas é uma droga. Entendeu, né? =)

 

Avantasia

O show do Avantasia foi no CTN - Centro de Tradições Nordestinas. Não podia ser mais contraditório, já que trata-se de uma banda alemã.rs Isto posto, fiquei com a beleza um pouco cansada. Várias razões: foi numa segunda-feira. E não foi um segunda-feira qualquer. CHOVEU PRA CARALEO. Choveu como se não houvesse amanhã. Choveu. E só pra me contrariar foi até rápido pra chegar no local, mas tem coisas que me deixam de muito mau-humor. Por exemplo, o estacionamento custar R$ 40,00, que é quase o valor do ingresso! E naquele lugar horrororoso não dá nem pra pensar em parar na rua e blá blá blá. Daí que eu fui vestida com um macacão (macacão é uma palavra engraçada vai). Eu sou muito idiota. Esqueço do quão trabalhoso é usar essa bost*. Nem sei porque sigo comprando. Já tive uns 5. Daí que eu não queria beber nada pra não ter que ir ao banheiro, pois dá trabalho tirar a tal vestimenta. Se você é leitor assíduo dessa bagaça deve saber do meu NOJO INTENSO por banheiros públicos. Ainda mais porque eu NUNCA CAIBO NELES. Nunca! Nunca caibo no sentido de fazer a proeza de não encostar em absolutamente nada. Nem nos azulejos, na porta, NADA. Eu tenho PAVOR. E sempre acabo encostando e ficando com nojo de mim até a hora de tomar um banho. É tipo um TOC. Como tratava-se de um show de heavy metal, banda "pouco" conhecida, dava pra contar nos dedos a quantidade de mulheres. Ou seja, banheiro relativamente limpo e era grande. Ainda assim tive que penar pra conseguir ficar praticamente nua dentro do banheiro sem que a minha roupa tocasse o chão. Espero, sinceramente, que eu me lembre disso quando eu PENSAR em comprar outro macacão. Por que eu tô falando disso?

Falta de assunto. Duas horas e meia de show e foi ótimo. Acho que eu não conhecia umas 5 músicas, eles tocaram 19, então tá bom. haha E claro, tocaram todas as minhas músicas prediletas! ÊÊÊÊÊÊÊ!

Uma amiga

Eu tenho uma amiga, das antigas, que é minha amiga desde sempre. Quando eu nasci já eramos amigas, só não nos conhecíamos. A gente não se dava bem. Vivíamos discutindo. Ela sempre culpou o fato de termos o mesmo signo, mas na verdade, ela sempre me irritou bastante e isso nada tem a ver com o fato de eu ser de escorpião. Ela não é uma amiga que vejo sempre, já aconteceu de rolar o ano todo e eu não encontrá-la. Mas ela nunca desistiu de mim. E eu acho isso fofo. Porque quando as pessoas não reagem às minhas investidas, por mais que eu goste da pessoa, eu desisto. Ela não. Ela sempre me ligava pra saber se eu estava bem. Isso, nos dias de hoje, é luxo. E eu, tonta, como a gente sempre vivia brigando, preferia ficar na minha, sem dar muita bola. Os anos passaram, e eu não consegui compreender que aquela Rita não existia mais e que a minha amiga também tinha mudado. Um dia fomos beber, e rimos bastante, que nem duas tontas, como nos velhos tempos. Eu me senti como se a gente nunca tivesse ficado distante uma da outra. Depois de alguns meses nos encontramos novamente e foi igualmente divertido. Foi aí que me arrependi de ter sido tão chata com ela durante tanto tempo. Só porque eu guardava na lembrança todas as bost*s que ela já havia me falado na adolescência. Só que agora somos adultas balzaquianas, caraleo! E se existe alguma vantagem nisso é que a gente mudou e MELHOROU. E eu sinto muita, muita falta dela. Ainda bem que ela volta logo. =)

 

Sobre tomar ou não partido

Eu acho que ninguém tem a obrigação de tomar as dores de ninguém. É cada um com seus problemas, mas eu não divido o mesmo ar que eu respiro com ser tão miserável. Não posso negar que eu torço, mas torço muito pra ella colocar no rabicó de todo mundo. E isso cedo ou tarde VAI acontecer. Se você procurar na bolsa já tem até o KY. De quem ela "gosta" é assim, com KY. O que ella faz é tipo um hobby: arrumar confusão! Quem ainda não levou no rabicó está achando o quê? Que é imune? Cada um que se iluda! hahaha Vai ser invejosa, maldosa, inescrupulosa, mau cárater, desgraçada, maldita, miserável, vagabunda e pobre de espírito assim lá na put* que a pariu. Porque só uma put* do porto de Santos pode ter parido essa mulher. Prontofalei. hahaha

Por aí

Não raro, quando não temos absolutamente nada pra fazer, vamos dar um rolê por aí. Acho que já contei aqui sobre meus rolês pela zona oeste da cidade com uma garrafa de vinho nas mãos, e alguma disposição para andar sem direção. E acredite: é divertido! Tá certo que as pessoas olham pra mim um pouco desconfiadas. Não dá pra ser elegante bebendo no gargalo. hehe Outro dia resolvemos caminhar pelo bairro, bater papo e olhar os bichos dos vizinhos. Tem coisa mais besta? Daí que entramos numa ruazinha ao lado de "casa" e um labrador cabeçudo veio nos cumprimentar. Agora toda vez que passamos por ali paramos para afagá-lo. Ele parece bastante carente. Os donos estão reformando a casa e tem objetos de criança espalhados no quintal. Eu acho tão injusto cachorro que não entra na casa. E aparentemente é isso: ele vive no quintal. Tenho dó. Daí que outro dia C. eu fomos dar uma voltinha à tarde. Eu tinha colocado vinho branco no congelador, estava trincando, um calor dos infernos. Fomos visitar o labrador cabeçudo. Na outra esquina uma casa estava toda aberta e tinha um plaquinha "bazar de roupas de 2ª mão". Quase entrei pra dar uma olhada, mas um cachorrinho vira-lata apareceu e me entreti com a figura, ele estava todo nervosinho. Eu agachei e fiz aquela voz de retardada "uiuiuiui que gracinha, vem aqui" e o cachorro latindo com mó sangue no zóio. Latindo, meio indeciso e vindo na minha direção, bem devagar. Sujeitinho engraçado! Quando olho pra cima uma mulher fala pro cão "olha, não seja mal-educado". Eu fiquei olhando pra ela, meu... de onde eu conhecia aquela mulher... "Você é a Soninha?". "Sim, eu sou!" e sorriu. E toda vez que eu conto que a Soninha é minha vizinha as pessoas falam "Soninha, a maconheira?". Meu... agora ela é subprefeita do bairro da Lapa, né, mas ninguém esquece da porr* da maconha. Ela mora num sobradinho super simpático, e ela é uma graça. Ela não é mais a Soninha que eu tinha na lembrança.

 

Aníbal

Continuo a saga em busca de um bar pra chamar de meu. Ainda não achei, mas é bom procurar. =) Fomos tomar cerveja no bar do Aníbal. Um boteco de esquina que fica na Barão do Bananal. Tem uma variedade muito grande de cervejas. Não chega a ser um Frangó, mas a carta de cervejas é interessante. Ontem experimentei a Bauhaus, uma cerveja mineira. Adorei o sabor, a cor e o cheiro. Por falar em bichices, quero fazer um curso de produção de cervejas, mas no lugar que escolhi só vai abrir vaga ano que vem. Tenho ido muito ao Bar do Ton e ao Pompéia Bar, que ficam na esquina de "casa", mas ainda acho que não é *o* bar. Gosto bastante do Lapinha, sobretudo do caldinho de feijão e do escondidinho que eu altamente recomendo, mas o bar não consiste em uma grande novidade, já que o frequento há anos. E eu quero novidade. Levei o Caio pra conhecer o Valadares, boteco meia boca e famoso. Conhecemos o Villasol numa tarde de 40° à sombra, levamos a Juliana e ela fez muito sucesso, inclusive com os donos. É um lugar bastante agradável, mas eu não suporto MESMO música sertaneja, então não tenho vontade de retornar. Passamos em frente dias desses e o bar estava lotadíssimo, com música sertaneja ao vivo, quando você acha que não pode piorar... hahaha Fomos num restaurante japa e eu não lembro o nome, coisa ruim a gente esquece logo. Ambiente super agradável, comida beem mais ou menos, atendimento horrível e o Caio passou mal no dia seguinte. Well. Eu adoro boteco. O Caio acha que quando a casa estiver pronta não vai nem querer saber de ir em boteco. Eu já não posso dizer a mesma coisa porque eu gosto MESMO. Por enquanto o bar que está ganhando é o Aníbal, pelo conjunto da obra, e de quebra, aos sábados no início da noite tem showzinho de jazz/blues. Gostei também da alheira e o das torradas com alho. Gordo é mesmo uma desgraça.

 

Tem gente que é legal, tem gente que é MUITO legal

Nada melhor que reencontrar gente que eu gosto bastante. E dar risada. Eu adoro rir! Com pessoas genuinamente boas, entende? Não pessoas boazinhas. Pessoas BOAS de verdade. Convenhamos: é uma raridade. Quando eu encontro gente assim na vida, faço questão de preservar. Convidou? Eu fui. Levei minha cara de c* pra passear e não é que foi bom?

 

Às vezes tenho vontade de escrever coisas que eu não quero que ninguém leia.

 

 

"Silêncio... no hay banda"

Minha mãe costumava dizer que meu pai tinha o coração na bund*. hahaha Em linhas gerais ela queria dizer que ele não se importava com os outros. Eu não sei se ele se importava. Talvez sim, talvez não. Eu tenho pensando muito nisso e embora eu me mostre muito sensível às vezes, por outras eu sou muito, mas muito insensível. Meu psiquiatra fofinho, maravilhoso e caro (só fiz uma sessão que o convênio cobriu e não voltei mais), notou isso: que eu sou sensível. Talvez porque eu tenha participado de apenas uma sessão não deu pra ele ter uma ideia. Não sei. Mas posso dizer que o resultado de uma sessão me trouxe coisas boas, embora eu não tenha falado de assuntos mais urgentes. Eu ainda voltarei lá de qualquer forma, afinal, um dia terei que tratar a síndrome maledita do pânico. Só não estou com disposição pra fazer isso agora. As situações nunca me pareceram tão absurdas. E isso reflete na minha cara. Outro dia fui almoçar com o Meliante e ele disse que eu estava de cara feia. Tem sido assim 24 horas. Acho que até quando durmo eu faço cara de brava. Se for pra definir o que estou sentindo, eu acho que é REVOLTA. Estou dando porrada em tudo quanto é neguinho. Neguinho que nem merece tem saído com o olho roxo. E não por falta de me controlar, quando vejo, já foi. Estou me policiando pra não deixar o povo com os dois olhos roxos. A saída que encontro é ficar quieta. Se eu não tenho nada de bom pra falar, melhor ficar em silêncio. Mas ninguém gosta de silêncio, acho que só eu gosto. Quando fui visitar um dos babys que nasceu este ano, a mãe disse "um casal tem que ter filhos, imagina que sem graça chegar em casa, só eu e o marido, esse silêncio...". Eu respondi "meu, MARAVILHOSO O SILÊNCIO!". hahaha Agora imagine a minha situação: pleno fim de ano. As pessoas mais chatas e mais legais do planeta ficam fofas no final do ano. E dá-lhe happy hour, encontrinhos e etc. E eu com essa cara de mierda, com a disposição de um bicho-preguiça. Revoltada por ter nascido, revoltada porque as pessoas queridas MORREM, revoltada por não ter escolhido uma carreira decente, revoltada por tudo estar diferente agora. Eu não consigo aceitar. E eu sei que o quanto antes eu fizer isso, melhor pra mim. Agora como uma pessoa que passou o ano todo reclusa vai falar "não" para as confraternizações pequenas, médias ou grandes? Não fala né? Levarei eu e minha cara de c* pra passear. Se ao menos eu conseguisse não fazer cara feia... Meu deus, como a minha vida seria melhor se eu ficasse de cara bonita, cara meiga, cara simpática, cara feliz. Acho que a última vez que fiz cara feliz foi em abril. E olha que não foi cara de 100% feliz. Foi um misto de feliz com "ahhh que pena, Rita, você estaria tão mais feliz se não tivesse estragado tudo". É que lá no fundo eu acho que estraguei, mas vida segue. Eu e minhas mãozinhas fod*doras. Se eu pudesse ir aos encontrinhos, sem prejuízo para os olhos alheios, sem prejuízo à minha imagem já tão distorcida pela bocas que não param de falar, se eu pudesse ir, só ESCUTAR e eventualmente rir... APENAS RIR como a plateia de um stand-up, já estaria ótimo. Quero ser plateia, caraleo. Cansei de dar showzinho.

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