"Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho."

 

Já diria o filósofo...

Nada do que é humano me é estranho.

Diálogos corporativos
 
R: - Eu não gosto dele.
A: - Ele é chato.
R: - Você tem uma faca?
 
 
Diálogos normais
 
R: - Tomei Frontal ontem.
M: - POR QUÊ?
R: - Pra não matar ninguém.
 
Festa estranha com gente esquisita
 
O show do Manu Chao foi assim... diferente do que eu imaginava. Esperava mais instrumentos e efeitos. O que encontrei foi um Manu Chao que parecia o "Chiclete com Banana". Apelava pro rock e deslizava pro reggae sem a menor vergonha de se feliz, quando menos eu esperava surgia a batida "axé". Eu tinha uma idéia do "público alvo" do sujeito... tuuudo bicho-grilo com forte apelo comunista. O que eu não esperava era chegar em casa cheirando a maconh*, e eu nem fumei. C. já foi em muitos shows e ficou abismado com a quantidade de fumaça. Eu fiquei assustada mesmo com a quantidade de pessoas. O show estava lotado. Eu achava que ninguém conhecia o camarada... Todos os esquisitos do planeta conhecem!
Ilhabela
 
Não passei o final de ano em Ilhabela, então o final de semana deu pra dar uma compensada na falha. Fez um calor insuportável. Foi divertido. Muito divertido. DEVERAS DIVERTIDO.

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe." (Oscar Wilde)

Ilhabelaaaaaa aí vou eeeeeuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

 

Pra você
 
Quando comprei o violão eu tinha esperança de desenvolver minha coordenação motora. Fiz UMA aula, não tentei o suficiente. Logo fiquei entediada. Não aguentava fazer o exercício que o professor havia pedido. Eu irritava meus familiares, os cachorros...
 
Imprimi milhares de letras, cantei no banheiro. A febre passou.
 
Meu violão foi tocado por poucas pessoas, duas, pra ser exata. Eu tinha muito ciúme dele e sempre tive medo de riscá-lo. Tenho essas frescuras com meu celular, com o Ipod. Tenho horror de coisa riscada. Tomo todo o cuidado. Só de ver meu violão todo marcado de dedos já me causava arrepios. E foi por conta dos pêlos (pelos) arrepiados dos meus braços que eu o aposentei. Egoísta que sou. A Rita deixou mudo o violão.
 
Por um tempo ele ficou pra lá e pra cá no meu quarto, até o dia que decidi colocá-lo em cima do guarda-roupa. Era justamente este destino que eu estava tentando evitar deixando ele jogado no meu quarto, ao lado da minha cama. Eu sabia que um dia ele voltaria pras minhas mãos e era bom tê-lo num lugar que eu pudesse ver... Pra não esquecer daquela pendência que eu tinha criado! Mas o milagre não aconteceu.
 
Minha mãe, durante uma arrumação, cuidadosamente guardou o violão dentro do guarda-roupa dela. Apreciei o gesto. Ficou ali dentro protegido do meu olhar cheio de culpa e das poeiras. Eu esqueci dele e de tantas outras coisas.
 
Não me conformo de você ter pedido o violão de presente. Eu deveria ter pensado nisso antes! Poxa... olha o tanto que você gosta de música! Talvez, se ele ainda estivesse ao lado da minha cama eu teria associado você + violão. Mas não! Esperei você pedir.
 
Foi então que me enchi de coragem naquele sábado e entrei no quarto da minha mãe. Abri a porta do guarda-roupa, peguei o violão e o tirei daquela capa que me custou os olhos da cara. Dedilhei um pouquinho, senti o cheiro da madeira, como no dia que o comprei. Inexplicavelmente meus olhos encheram de lágrimas. Entendi tudo que estava guardado nele. Engraçado.
 
Agora ele é seu. Toooodo seu. Ele tocará todas as músicas que você gosta e animará o grupo de amigos nas viagens. Por que se Deus nos deu voz foi pra cantar, como disse Florbela Espanca. ;)
 
O violão é um presente que dou pra você de todo coração. Divirta-se!
 
Amo você. Sempre.
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